No dia 27 de outubro de 1987 o Bispo da Diocese de Conceição do Araguaia/PA, Dom Patrick José Hanrahan, em nome do povo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Rio Maria, solicitou a presença e o serviço das Filhas do Amor Divino. Aos 18 de abril do ano seguinte chegaram as primeiras Irmãs: Lourdes Follmann, Águeda Gibbert e Therezinha Norma Kliemann. Elas oficializaram a Comunidade Maria da Libertação com o objetivo pastoral de contribuir na formação de lideranças, na organização e animação das Comunidades Eclesiais de Base, no serviço da coordenação e administração, no fortalecimento da caminhada de fé do povo para melhor caminhar ao encontro de Deus segundo o Projeto de Jesus Cristo.

Ao longo dos 17 anos, na tentativa de ouvir e atender ao grito deste povo, 13 Irmãs, uma Noviça e algumas jovens aspirantes à Congregação das Filhas do Amor Divino ali se dedicaram e se envolveram em compromissos pastorais e sociais com grupos e comunidades da cidade e do interior. Também assumiram coordenações em nível diocesano da Pastoral da Criança, das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e da Catequese; estão com o povo na luta por justiça organizada. A partir do ano de 1992 as irmãs também se integraram na educação escolar pública e em 1998 uma Irmã foi nomeada Pró-Vigária, pelo Bispo Diocesano, pois a Paróquia ficou um tempo sem Padre. Neste tempo, oito jovens fizeram a experiência vocacional no convívio com as Irmãs, das quais, duas são Filhas do Amor Divino.

Esquerda para direita, Irmãs: Lúcia Kreutz, Teonila M. Casarin, Angelita Fernandes


Nesta Paróquia, desde o início da missão, as Irmãs assumem com naturalidade as mais diversas funções pastorais: preparam o povo e celebram com o povo a Palavra de Deus, os sacramentos do Batismo e do Matrimônio cristão; organizam e coordenam comunidades e grupos pastorais; através de Projetos coordenam reformas e construções; organizam e coordenam festejos em honra e homenagem aos padroeiros e padroeiras.

A marca-força do Amor Divino nesta missão é o amor e a competência profissional, a dedicação e o dinamismo de liderança das Irmãs. Isto é confirmado por dois depoimentos:

“As Filhas do Amor Divino deixam marcas profundas na evangelização, catequese, liturgia e formação de lideranças; elas são uma grande bênção de Deus e carinhosa presença na organização de comunidades, nas celebrações da Palavra de Deus, no incentivo à vivência cristã, no atendimento pastoral das pessoas; a Paróquia tem mais vida com a presença e a ação das Irmãs” (Jovelina de Sousa).

“As marcas traçadas pelas Filhas do Amor Divino, em Rio Maria, são muitas e despertam sentimentos de reconhecimento e gratidão. Elas evangelizam pelo seu jeito de ser, pela palavra e pela ação. Com sua presença e atuação deu-se um grande destaque à construção de capelas no interior, nos bairros e na matriz. Tudo ficou diferente, mais bonito e mais agradável. É elogiável o seu dinamismo de administrar esta paróquia, também na ausência prolongada do Padre. Por tudo, gratidão” (Luiz Pires).


Que Maria da Libertação ajude o povo a ter uma vida sempre mais feliz.