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Madre
Francisca Lechner
Mulher Fundadora
MULHER
Fundadora, feita à imagem e semelhança de Deus, nascida
no dia 1º de janeiro de 1833, na Alemanha, batizada no dia
seguinte, em Edling, na Baviera, capaz de ser livre, de conquistar
horizontes e significativos espaços:
corajosa frente aos desafios do tempo e no enfrentar
riscos com inabalável confiança em Deus,
audaz como ponta de lança no abrir caminhos
para a realização do Projeto de Deus,
atenta às manifestações de
Deus e às necessidades do povo pobre,
perspicaz no conhecer a realidade e problemas sociais
da época,
sábia no descobrir o caminho para solucionar
problemas,
feliz no encontrar o sentido profundo da vida e
missão,
orante no cumprir a missão em comunhão
com Deus,
solidária no colocar-se junto a pessoas
necessitadas,
alegre no relacionamento com as pessoas,
segura na execução do Projeto de
Deus,
forte na superação de situações
difíceis,
agradecida pelos benefícios recebidos,
inovadora no fundar a Congregação,
livre por saber-se amada e querida,
autônoma nas iniciativas,
singular no amor,
Vigorosa,
santa!
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Madre
Ignácia Egger
2ª Superiora Geral ao longo de 32 anos
Nasceu
aos 25 de fevereiro de 1844, em Viena, na Áustria. Ingressou
na ainda pequena e jovem Comunidade das Filhas do Amor Divino, como
15º membro, no dia 16 de setembro de 1869. Como verdadeira
vienense mostrava-se sincera e aberta, dizia o que pensava e demonstrava
bom humor, mesmo em situações difíceis. Também
era rigorosa, severa e de caráter leal.
Passou
sua vida como Superiora da Casa Mãe; Assistente, Conselheira
e Companheira da Fundadora Madre Francisca Lechner de quem se tornou
a sucessora no ano de 1894, como Superiora Geral. Neste serviço
à Congregação era tida como conservadora e
prudente. Esforçava-se em apoiar e complementar o processo
sábio de sua antecessora, mas também de admoestar
e restringir onde achava necessário. Não estava disposta,
de modo algum, a se adaptar às variações da
época, mas vivenciou muitas alterações e mudanças.
Sentiu
de perto e vivenciou o romper da primeira Guerra Mundial que trouxe
para todos os Conventos fome e miséria. Aconteceu a queda
da Monarquia e o fim do período imperial, o que trouxe consigo
radicais mudanças para a situação política
e econômica mundial. O mundo inteiro ficou perplexo. Irmã
Ignácia viu paralelos entre a desintegração
do Império e o da Congregação reestruturada
em Províncias desde 1919. Até então a Congregação
era dirigida diretamente da Casa Mãe. No período de
seu governo, a Congregação recebeu a terceira e definitiva
aprovação apostólica. Em 1920, com muita oração
e preocupação, acompanhou a viagem de Irmã
Teresina Werner e companheiras ao além mar, a um novo mundo,
o Brasil. Um ano depois, enviou Madre Kostka Bauer, na companhia
de Irmã Valéria Morway, à recém fundada
missão no Brasil, a prestar sua ajuda com conselho e ação.
Irmã
Ignácia conduziu a Congregação para uma nova
época, aquém e além do oceano, em tempos muito
difíceis. A multiplicidade lingüística, cultural
e étnica hoje em evidência na Congregação,
a variada espiritualidade com raízes no único carisma,
o AMOR DIVINO. Aos 19 de março de 1926 renunciou à
missão de Superiora Geral e permaneceu na Casa Mãe
onde, no silêncio e oração, preparava-se para
o encontro definitivo com Deus, o que aconteceu no dia 14 de março
de 1928, e foi sepultada ao lado da Madre Fundadora.
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Irmã
Teresina Werner
Paulina
Antônia Wernerowá era caçula de sete irmãos,
discípula de dois grandes santos: Paulo e Antônio,
nascida no dia 1º de outubro de 1874, em Brünn, principal
cidade da República Tcheca, Capital da Marávia Meridional,
que pertencia à coroa da Áustria.
Era de família católica, esteio da Vida Consagrada.
Seu pai Josef Werner era coletor de impostos da Coroa e sua mãe
Aloísia Kleinerová, junto com o marido, era proprietária
de um hotel.
Foi batizada aos 11 dias de vida, na igreja de sua cidade natal.
Órfã de mãe aos 11 anos de existência,
tornou-se interna das Damas Inglesas, na Áustria, e por isso
sem o aconchego, a proteção e o calor do ambiente
materno-familiar. Aos 15 anos de idade foi acolhida no Instituto
São José das Filhas do Amor Divino, em Sarajevo, onde
também ratificou sua vocação à Vida
Religiosa.
No regime de internato e fora do ambiente familiar, a menina-jovem
Paulina Antônia assimilou a postura do rigor e da disciplina
em função do exercício do cumprimento do dever.
Amadurecida na vocação, chamado de Deus, que considerou
uma graça, foi admitida à Congregação
das Filhas do Amor Divino pela Madre Fundadora, em Viena, na Áustria,
como candidata, no dia 1º de outubro de 1891, e ao noviciado,
aos 18 de agosto de 1892, recebendo o nome de Irmã Teresina.
As linhas básicas de sua identidade, como pessoa, religiosa
e missionária são de:
caráter firme e forte,
espírito empreendedor e de liderança,
gênio criativo.
Teresina, de personalidade muito singular, entusiasta pelo crescimento
e expansão da Congregação, como continuadora
da missão lechneriana, é a iniciadora do processo
de estabelecimento do Carisma do Amor Divino no Brasil, em dois
pontos referenciais:
Rio Grande do Sul (1920) e
Rio Grande do Norte (1925).
A ela as Filhas do Amor Divino brasileiras rezam:
Obrigada pela tua vida, vocação e missão cultivadas
à luz do testemunho cristão e dos desafios do momento
e da época.
Obrigada pela exuberância do teu gênio empreendedor,
corajoso e audaz que fez de ti uma grande mulher.
Obrigada pela capacidade, disposição e graça
de acreditar, com o coração, que tua vocação
foi de tipo missionário.
Obrigada
pela tua persistência e histórica paciência na
luta em busca de novos horizontes para o Amor Divino no mundo.
Obrigada
pelo vigor de tuas disposições, que te encorajaram
a sair de um conhecido mundo próspero, embora maltratado
pela Guerra Mundial, e a descer ao desconhecido Brasil em acelerado
ritmo de desbravamento e crescimento.
Obrigada
pelo testemunho de tua coragem de liderar um grupo missionário,
constituído de mais uma Irmã e três jovens,
em direção à obscuridade de um destino incerto.
Obrigada
por tua mente esclarecida, por teu coração ardente,
por teus pés incansáveis e por teus braços
abertos que te fizeram ultrapassar o mundo europeu e abraçar
o Brasil, de Sul ao Nordeste, no aconchego do Amor Divino.
Obrigada
pelo teu espírito empreendedor que te ajudou a conhecer,
rapidamente, lugares estratégicos (Serro Azul, Santo Ângelo,
Rosário do Sul, Uruguaiana...) e ali plantar o Amor Divino.
Obrigada
pela tua dinâmica criatividade em admitir, sem demora, corajosas
jovens às fileiras do Amor Divino, ampliando a missão
de revelar o Amor.
Obrigada
pela força com que irradiaste o Amor Divino que fez de todas
nós seguidoras e discípulas, apóstolas e Filhas
do Amor Divino a serviço do mesmo povo que te atraiu e ajudou
realizar o teu sonho missionário.
Obrigada! Obrigada! Muito Obrigada!
(Inspiração
no livro “Peregrina do Retorno” de Irmã Vilma
Lúcia de Oliveira, FDC).
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