Madre Kostka Bauer
3ª Superiora Geral ao longo de 17 anos

Nasceu aos 28 de fevereiro de 1870, em Veneza, na Itália, e ingressou na Congregação na Áustria, aos 18 de agosto de 1889. Levou a semente do Amor Divino aos Estados Unidos, no outono de 1913, e assumiu o governo da Congregação aos 19 de março de 1926. Enfrentou os problemas deixados pela I Guerra Mundial e sentiu as convulsões do mundo às voltas da II Guerra Mundial. Faleceu, como Madre Geral, nos Estados Unidos, onde foi obrigada a permanecer durante 04 anos por causa da Guerra Mundial.

Tríplice foram os seus esforços:

1. Reavivar o conhecimento e o bem querer à Madre Fundadora, “pois é por causa dela que somos Filhas do Amor Divino”. Por isso organizou a celebração do 60º aniversário de fundação da Congregação, solicitou que Madre Ludovica Binder escrevesse sua 1ª Biografia, colocou uma placa/memorial na casa “Lechner” lembrando o local de seu nascimento, colocou um busto em sua homenagem na sala capitular, encorajou as Irmãs para que a invocassem.

2. Unificar a Congregação e as Províncias. Para isso:

* Criou uma identidade unificante: FDC (Figlie Divinae Caritatis).

* Internacionalizou o Carisma através de transferências de um País para o outro através do voluntariado.

* Introduziu o costume de escrever cartas circulares para todas as casas.

* Assessorou a composição da “Oração por nossa Congregação” através da qual todas as Irmãs rezariam umas pelas outras, aquém e além do oceano.

* Determinou que o quadro da Mãe três vezes Admirável fosse colocado em cada capela e sala comunitária das Comunidades.


* Introduziu o costume de escrever e enviar a todas as casas uma breve biografia das Irmãs falecidas para que, por elas se pudesse rezar.

* Incentivou visitas a Viena, início da Congregação, com o desejo de reascender o amor e a fidelidade à Madre Fundadora.

* Pediu às Províncias que contribuíssem para a manutenção da Casa Mãe. Nas proximidades da morte falou às Irmãs: ”Peço-lhes que trabalhem sempre com amor e em união. Sejam um só coração e uma só alma.”

3. Primar pela Vida Espiritual. Para ela não existiam “férias” para a oração em comum; re-introduziu a prática de várias orações congregacionais; estendeu o noviciado de um para dois anos; estabeleceu o tempo de seis anos entre a 1ª Profissão e a Profissão Perpétua das Irmãs; determinou a celebração jubilar a partir da 1ª Profissão; entregou a direção da Igreja da Casa Mãe à Arquidiocese de Viena, o que a tornou Igreja Paroquial.

(Inspiração no Relatório de Ir. Raimunde Bartus, FDC, in Revista da Congregação 61).

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Humberta Buchanan
4ª Superiora Geral por 18 anos

Nasceu na Inglaterra aos 25 de abril de 1894, educada na fé anglicana, conduzida por Auguste Werner (mana de Irmã Teresina Werner) a conhecer as Filhas do Amor Divino, no Instituto São José em Sarajevo onde ensinou o inglês e estudou o alemão e também começou a cultivar a fé católica, primeiro passo a caminho de ser Filha do Amor Divino, aos 25 de setembro de 1920. Contribuiu incansavelmente na expansão da missão da Congregação na sua terra natal até 1947.

Como Superiora Geral foi escolhida para ser a reanimadora e revitalizadora de um Instituto que a quatro anos estava sem uma líder. Esperava-a uma monumental missão de reconstruir a unidade e a força espiritual que tinham sido quebradas com a II Guerra Mundial e a morte de muitas lideranças da Congregação. Seu bom relacionamento com sua predecessora ajudou-lhe a continuar por sobre os caminhos que tinham sido estabelecidos anteriormente.

Madre Humberta encontrou grande dificuldade na realização das visitas canônicas pois os governos do Leste Europeu não permitiam sua entrada nos Países situados atrás da Cortina de Ferro. Por este motivo não pode ter contatos pessoais com todos os membros da Congregação. Para conquistar a licença de visitar as Irmãs, no Leste Europeu, a Madre tornou-se cidadã austríaca aos 03 de abril de 1951, pois como País neutro, a Áustria era mais acessível como um eixo de viagens internacionais. No entanto, não conseguiu entrar na Hungria.

Ela conseguiu realizar alguns dos seus sonhos: estabelecer uma comunidade de Irmãs em Edling, terra natal de Madre Fundadora e colocar naquela capela o crucifixo da família Lechner; transformar o quarto onde faleceu Madre Fundadora em Capela; introduzir o Ofício Divino em língua vernácula; modificar gradualmente o hábito religioso; instituir visitas à família por parte das Irmãs; abrir a missão da Congregação a atividades sociais e de enfermagem; tornar agradável a vida das Irmãs.

Madre Humberta foi uma ponte ligando os princípios e ideais originais da Madre Fundadora com as novas formas de Vida Religiosa propostas pelo Concílio Vaticano II. Como Moisés, ela conseguiu olhar para trás com satisfação, na certeza de ter conduzido bem a Congregação, e para frente, vislumbrando um “novo amanhã”.
(Inspiração no texto de Ir. Raimunde Bartus, FDC – Revista 61)
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Ludovica Binder
“Uma religiosa do nosso tempo”

Nascida órfã de pai, aos 19 de maio de 1856,
batizada no mesmo dia com o nome de Maximiliana,
herdeira da energia ativa e confiança em Deus de sua mãe,
comungante e devota da Eucaristia desde os doze anos de idade,
ingressa no Convento aos 13 de novembro de 1874, aos 18 anos de idade,
cantadora de numerosos hinos populares, religiosos e patrióticos,
confidente de Maria através da oração pessoal e do terço,
laboriosa no estudo escolar e no trabalho cotidiano,
habilidosa e exata no cumprimento das obrigações,
persistente nas iniciativas e na incumbências,
leitora de abundantes, bons e variados livros,
escritora da biografia de Madre Fundadora,
exuberante em dons e habilidades,
animadora vocacional,
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