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afmaelene350“O mal de África” é uma expressão que vem ganhando cada vez mais sentido. Missionários que vão à África, em diferentes Países e realidades, acabam sendo acometidos deste “mal”, e ficam por lá semeando sementes, das quais, muitas vezes, não veem  o germinar e muito menos desfrutam a colheita. Irmã Marlene Webler, nascida na Linha São João Centro – Cerro Largo/RS que está de férias, no Brasil, trabalha em  Rushooka,   Uganda, desde 1 de abril de 2005. Como também sua colega Irmã M. AlaideMiôr, que está nesta missão há 12 anos.
Rushooka é um pequeno Vilarejo na área rural no Sudoeste, da Uganda,  próximo à fronteira da Ruanda.

Nesta missão, onde as Filhas do Amor Divino já tinham iniciado as atividades em 1997, assumi a administração de um Centro de Saúde Ambulatorial e de um moinho. Até hoje estes projetos funcionam aumentando cada vez mais em complexidade e exigências.

No Centro de Saúde atendemos pacientes na sua grande maioria com malária, sintomas correlates de pacientes HIV positivos,  e doenças relacionadas à estação da chuva ou seca.  Em agosto de 2010, começamos com um programa de distribuição gratuita da medicação antiretroviral e também fazemos o exame,  para verificar o estado do paciente, candidato para iniciar  o tratamento. Os pacientes procuram o Centro de Saúde, porque há tem profissionais de saúde para atendê-los, exames laboratoriais, medicação e também deviso a presença das Irmãs, pois associam cura de doenças com o religioso. Isto nos dá muita alegria e força para continuarmos nos desafios do trabalho,  pois o povo encontra algo a mais ao buscar ajuda no “Dispensário das Irmãs”, como é chamado.

No moinho desenvolvemos as seguintes atividades: preparação do posho (farinha de milho) para as crianças das escolas da redondeza, moagem das sementes que o povo traz, fabricação e venda de ração para galinhas e porcos, criação e venda de porcos,  e recentemente, a implantação do projeto de óleo de cozinha, feito de sementes de girassol. Os projetos ali desenvolvidos são de geração de trabalho e renda para o povo e são suporte econômico para as atividades do Centro de Saúde.

A população, na sua grande maioria, aprecia o trabalho desenvolvido em favor da comunidade.  Eu me sinto alegre em poder contribuir para uma melhor qualidade de vida do povo, e em poder continuar a missão curadora e confortadora de Jesus neste “chão sagrado de Rushooka”.

Irmã Marlene Teresinha Webler